17 setembro 2015

Nova existência


" Precisamos pagar pela imortalidade e morrer várias vezes enquanto estamos vivos. "

Nietzche


Minha última morte, foi após uma desilusão destruidora, no final de 2012. A mudança foi tanta, que eu não me via mais no meu até então blog e resolvi criar este. 

Talvez eu possa criar outro ou até mesmo parar. Só o tempo dirá como vou reagir a esta nova fase.

" Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer "


15 setembro 2015

Seria o golpe final ?


Fui teu amigo !
Te dei o mundo...
Você foi fundo
Quis me perder...

Agora é tarde...
Não tem mais jeito !
O teu defeito...
Não tem perdão...

Eu vou à luta...
Que a vida é curta...
Não vale a pena...
Sofrer em vão...






18 agosto 2015

Raio, relâmpago e trovão


Eu nunca soube a hora de desistir.
Sempre tenho aquela sensação de que se eu desistir na hora errada, estarei perdendo algo lá na frente.
Mas seguir em um caminho que não é o certo, seria como desistir de mim mesmo.

Eis o dilema.
Enquanto isso, vou cuidando de mim.

20 junho 2015

Sou eu


Acabei com tudo...
Escapei com vida...

Trechos desta música definem uma tendência ao caos, que vinha mudando. Mas que volta e meia reaparece.

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram...
A vendavais constantes !

Que música perfeita...

E nessa versão, melhor ainda !


13 junho 2015

Divagações de um jovem senhor


Eu detesto não ter tempo.

Hoje, arrisquei não ir de metrô para o trabalho. Por incrível que pareça, senti falta de andar de ônibus. Mas não daquela coisa lotada. Sentia falta do vento no rosto. Do ar puro... cof, cof, cof... ok, poluído... do vento, então...

A sensação é de sufocamento, trocando em miúdos. Vontade de sair, sem rumo. Uma vez já fiz isso. Peguei o primeiro ônibus que vi, sem saber pra onde ia. Fugi de qualquer planejamento. Aliás, planejar demais acaba sendo uma bola de ferro presa no tornozelo.

A situação financeira está esquisita. Geralmente, compro demais para acalmar meu ego / criança interior. E em outros momentos, fico no limite da avareza. Não achei ainda o equilíbrio nessa balança.

Desde 2012, eu achava que teria uma situação financeira promissora em um futuro não muito distante. Pois bem... a ação na justiça que eu pretendia mover não daria em nada. As pessoas que presenciaram o que passei na empresa de engenharia ainda trabalham lá. Não iriam contra os interesses da empresa, por medo de perder o emprego. E a última advogada que procurei me abriu o jogo : Disse que a maioria dos advogados não se interessa por ações pequenas na área trabalhista... não lucram muito com isso. Foi um tapa na cara. Resolvi desistir, por mais que doesse.

Um choque de realidade, no início dessa recessão econômica que muitos ainda insistem em negar. Dinheiro fácil é ilusão. Talvez tenha acreditado nisso desde sempre. Nunca fui a favor de loterias. Não gosto de depender da sorte. Adoro ter o que é meu, de direito. Não aceito nada de mão beijada.

A escassez chegou no campo das amizades... mas isso dará um outro post.


No mais, salve Susan Boyle ! Salve Madonna !





25 abril 2015

Disappointment



Quando traem minha confiança, fico triste. 

Pela pessoa, que não será mais digna dela, apenas.

A conduta define o homem.


27 janeiro 2015

Sete


Eu era um tolo quando achava que ele deveria entender. Esta data é apenas minha.

Hoje é dia 27 de janeiro. Meu dia oficial de saída do armário. Há sete anos, eu tomava uma decisão que mudaria o rumo da minha vida. Junto com ela, um processo de aceitação de todo um ser.

A cada ano que passa, eu vejo essa data como um marco. Seria muito fácil e cômodo permanecer agradando a todos, mas sendo infeliz. A maioria escolhe esse caminho. Escolhi viver... e não me arrependo.

Não sou o mesmo de sete anos atrás. Envelheci... e isso não me incomoda faz tempo... o que me deixa incrivelmente satisfeito. Creio que aquele que não envelhece, é porque não viveu ou não foi o protagonista da própria vida. Optei por me arriscar, por fazer acontecer... por chorar, por rir, por dar ouvidos aos meus instintos.

Passei anos ligando essa data ao meu primeiro namorado, o que foi um grande equívoco. Ele apenas se deixou levar, mas não construiu nada. Cheguei a conclusão que essa data é apenas minha, até porque dissemos que começamos a namorar nesse dia, mas nem havíamos nos beijado.

Ano passado, no primeiro dia 27 de janeiro sem ele, confesso que tive um pequeno surto. Meu namorado na época, trabalhava demais e eu acabava ficando sozinho na maioria do tempo. Acabei indo para um cantinho que me trazia lembranças do meu number one e o pior : tentei ligar pra ele. Por sorte, ele não atendeu e me poupou de uma cena patética.

Hoje, é o segundo dia 27 sem ele. O tempo não perdoa. Dois anos já se passaram. O que mudou ? Ando bem mais na minha. Verei um filme, em casa, e pedirei pra minha mãe fazer um mingau que só ela sabe fazer. 

Depois, vou planejar o final de semana com meu amado virginiano.

Ah... envelhecer é até nobre, mas vou continuar usando meu anti rugas... vai que ?


11 dezembro 2014

Sobre arrogância



Um dos comportamentos que mais me deixa sem palavras é a arrogância alheia. 

Contei recentemente sobre um amigo que queria a qualquer custo saber o motivo de um afastamento de um conhecido. A verdade nua e crua lhe doeu. Disse a ele que o grande problema é se dar importância demais. Às vezes não é preciso um motivo para nos deixarem. Muitas vezes é a falta de um motivo mesmo. Concluí dizendo-lhe que ao invés de se lamentar pelos que se foram, ele deveria perguntar aos que permanecem o porquê de continuarem.

Agora aqui no meu trabalho, é demais. A arrogância predomina. Uns se achando mais que outros, mesmo tendo o mesmo cargo. Chega a dar vontade de rir, mas a energia negativa é tanta que chega a me afetar. Uma garota vinda de outro setor chegou aqui e reclamou de tudo. Ao ponto de ir a um outro setor trocar a cadeira dela pela de outra pessoa, que deveria estar no horário de almoço. O cúmulo disso tudo foi ela ter colado o nome na cadeira " roubada ". Fiquei estupefacto.


É por essas e outras que de vez em quando tenho procurado me recolher e evitar o contato com um certo tipo de pessoa... Meu corpo anda pedindo isso.

18 setembro 2014

Me recuso a apodrecer


"(...)Realmente, quando se observa a vida no seu crisol de dor e de prazeres, não é possível cobrir o rosto com uma máscara de vidro nem impedir que os vapores sulfurosos nos ofusquem o cérebro e nos turvem a imaginação com fantasias monstruosas e sonhos disformes. Há venenos tão sutis que, para os conhecer, cumpre experimentá-los. Há males tão estranhos que, pra lhes entender a natureza, é preciso contraí-los. Ainda assim, que grande recompensa recebe o observador! Em que maravilha se torna o mundo aos seus olhos! Notar a lógica singular e inflexível da paixão, a vida colorida e emotiva da inteligência...verificar onde se cruzam e onde se apartam, que delícia! Que importava o custo? Não há preço demasiado alto para semelhante sensação. (...)"
O Retrato de Dorian Gray
A beleza sempre nos prega uma peça, uma vez ou outra nessa vida. Confunde nossos sentidos. Foram poucas as pessoas belas que conheci que sabiam o significado das palavras humildade e gratidão. Enfim... no futuro pretendo aderir a máxima do " Prefiro um asno que me carregue do que um cavalo que me derrube ". E quantos cavalos existem ! Brancos, de corrida, das melhores raças, mas de origem duvidosa. Atrás de cada coisa rara, sempre existe algo trágico, já dizia o gênio Oscar Wilde. Aliás... como admiro esse cara... pretendo rever o filme da biografia dele e a última versão de O retrato de Dorian Gray, que ficou bem interessante. É uma crítica, que sempre será contemporânea sobre o vazio escondido na beleza da juventude. Um vazio imenso. Eu não tive isso, muito pelo contrário... me achava muito menos do que eu era. Enfim... depois de alguns meses, a máscara cai. É inevitável se esconder por muito tempo.
Cada um dá o que tem de melhor. Dei flores e recebi lixo. Olhei demais para ele e o odor tomou conta de mim, confundindo quem eu sou. Não sou isso. Um banho caprichado renovou minhas esperanças e me lembrou quem eu sou, de verdade.

16 setembro 2014

Limbo da incerteza



Avalia-se a inteligência de um indivíduo pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar
     Immanuel Kant

O amor é uma tortura, às vezes... não faz sentido algum. Me torna uma pessoa incoerente. Aprendi que os sábios não se deixam levar pelas palavras que vem do coração. Se for pensar assim, nunca serei um sábio.

Sinto falta das pequenas coisas, dos hábitos simples... dos sorrisos, dos olhares. Olho de uma forma hipnotizada, concentrada e não desvio por um só momento.

Qual é a lógica disso ? Ah... por alguns dias ele não mereceu meu amor. Mas meu amor não é como eu. Ele perdoa, apesar de não esquecer, mas perdoa. Meu sentimento não pune, ensina. Combinado não sai caro. Vamos combinar alguma forma de ficar em paz ?

Não fuja. Não te farei mal algum. Seja forte, como eu tento ser, na maioria das vezes, mesmo não sendo.

Tudo é novo. A primavera se aproxima e simbolizará o florescer de novas experiências, novos lugares, sabores, sons e sorrisos. Muitos novos lugares nos esperam, para caminharmos, de mãos dadas, com nossos pingentes no peito. Pingente ? Você veio me encontrar com o pingente, que é símbolo do nosso sentimento. Tive a certeza de dias melhores ali. O inverno da escassez de sentimentos parece se despedir.

Só eu sei... as esquinas por onde passei. A solidão não mata, mas incomoda. Ainda mais quando temos a certeza que o outro ainda nos ama. Não quero correr o risco de ficar amargurado, no futuro, por não ter tentado o suficiente. Quero o sentimento do dever cumprido, cem por cento.
Acho que prefiro levar uma vida mediana, com amor, do que uma com luxo e erudição, mas sozinho... gosto de compartilhar cada momento com a pessoa amada, isso me dá uma breve sensação de imortalidade.

Me emocionei no filme “ A culpa é das estrelas “, quando o protagonista dizia que seu único medo era de ser esquecido. Paralisei. Eu também tenho um pouco disso. Mas não tenho mais essa ilusão. Sei que a maioria das pessoas que passaram por minha vida, já me esqueceram. É inevitável. Por mais que eu me esforce, isso aconteceu e pode acontecer de novo. Não quero que ele seja mais um.
Sinceramente, não quero.

Nem eu sei mais o que é mais importante... o lado racional ou emocional. Não me permito pirar, pensando nisso. Sempre quero respostas, mas acho que nesse caso ela não brotará do chão.

“ Diz a lenda, que trocou suas certezas por alguns sonhos... mágicos... “

( João e o pé de feijão – Cícero )


13 setembro 2014

Sobre a brevidade da vida


Olho para minha estante de livros, em um dia frio e me recordo dos livros de Sêneca, que adquiri ano passado. Li dois e me faltou ler um : exatamente o que trata sobre a brevidade da vida. São tratados morais, escritos na Roma antiga e que valem até hoje. Ele estava séculos a frente de seus contemporâneos.

Além do autor, o título me interessou bastante. A vida é tão curta e não sabemos aproveitá-la, na maioria das vezes. Dou muito valor ao meu tempo, mesmo que seja pra não fazer nada. Não tolero que desperdicem minhas escassas 24 horas do dia.



É tempo de ler, de assistir filmes, de conversar com os amigos queridos.

Baixei uns filmes pra ver no final de semana : " Divergente " , " Rush " ( que fala de Nick Lauda na F-1 ), " A vida secreta de Mitty " e " Her ". Assistir a uns filmes, comendo pipoca, algo que me faz esquecer por alguns momentos as injustiças e ingratidões que me deparo no dia a dia. Não quero puí-los. Quero esquecer. Pra quem é ruim com o próximo, o simples existir já é uma baita de uma punição. 

Conversando com meu amigo blogueiro lá do Amapá, por telefone, me animei bastante. Ele é um grande amigo e tem paciência de ouvir esse chato aqui... rs. Agradeço a ele pelo apoio nos momentos bons e ruins dessa jornada, até aqui.

Aliás, uma das grandes verdades que trago comigo nos últimos anos é algo que o Pe Fábio de Melo sempre enfatiza : Os grandes amigos são aqueles que ficam satisfeitos em nos ver felizes.

Mas como eu não tinha pensado nisso antes ? As pessoas acham que o amigo é aquele que somente está ali nos momentos tristes. Que grande bobagem ! Nos momentos felizes, esses que se dizem amigos se afastam de nós, como que num passe de mágica. Só querem nosso mal. 

As pessoas tem vergonha de compartilhar felicidade. Tem medo da inveja alheia ou de parecer carente demais ou algo do tipo. A tragédia ocupa muito mais espaço que o lado bom da vida. Alguma vez vocês já viram na capa de um jornal a foto de um ipê florescendo na primavera em destaque ?



30 agosto 2014

A escuridão


Depois de tanto tempo, me dou conta que morro de medo do escuro. Na verdade, temo por tudo que eu não possa ver, nem entender. Medo de que algum mal se aproxime e eu não o veja. Mas ficar exposto e vulnerável em certos momentos, é inevitável.

Ajoelhar e implorar não é vergonha, para ter a luz novamente. A luz... ah... a luz. Luz essa que foi se apagando, gradativamente. Foi como o sol de um dia de inverno, dando espaço a uma chuva fina, fria e insistente. 

Dei- lhe as mãos. Geladas, pra variar. Parecia que meu calor não seria suficiente dessa vez, pra manter a chama acesa. Senti frio. Muito frio.

Esse inverno será longo e severo.

Obrigado, meus amigos. Por tudo.

20 agosto 2014

Sobre privar-se


Antes de mais nada, eu falo aos que não me conhecem que detesto qualquer tipo de privação estúpida... daquelas que não fazem nenhum dano real a mim ou a qualquer outra pessoa. É claro que meu conceito sobre dano real é, com certeza, diferente das outras pessoas. Enfim...

Detesto ficar com vontade de fazer algo e não fazer, por conta de terceiros, que na maioria das vezes são desconhecidos ou não fazem diferença alguma na minha vida. Falo mais especificamente do beijo, de estar junto, em público. Até que ponto é considerado incômodo para a sociedade ? 


Costumo agir no limite da lei. Se a lei permite para heterosexuais, então a lei permite para todos. O atentado ao pudor não diferencia hétero e gay. Sendo assim, eu não vou deixar de beijar meu namorado, onde me der vontade. Os amassos, dependendo do lugar, são desnecessários, sendo passíveis a sermos chamados atenção.


Já tive muitos problemas com isso, estando com pessoas, que por não se aceitarem, gostavam de se esconder. A raiz de tudo é isso : aceitação. Quando o próprio gay acha errado o que faz... como pode exigir seus direitos ? É aí que entram os evangélicos , os Felicianos da vida... nessa brecha que os próprios homossexuais deixam escancarada. A partir do momento em que for comum o fato de gays se beijarem em público, acabará esse falso moralismo.


Eu escuto cada coisa, que chega a me dar náuseas. Uma garota que trabalha comigo diz que aceita os gays, etc... mas que ficou horrorizada com um casal gay se beijando no shopping em PLENA LUZ DO DIA. Eu fiquei paralisado quando ela falou. Quer dizer que os gays tem que se beijar só no escuro ? De noite, num beco escondido das pessoas de bem ? O pior é que tem muito gay pensando como ela. Esses, pra mim, merecem sofrer.


Tenho dois casais de amigas lésbicas, que pensam de uma forma parecida. A questão principal delas são as crianças. Não beijam ou demonstram qualquer tipo de afeto perto de qualquer criança. Como assim, pessoas ? Eu pergunto, sempre. 


Quando fomos a Petrópolis, com um dos casais de amigas, ficamos em um parque bem bonito... ao ar livre... agradável. Tirei várias fotos com meu namorado e enquanto elas foram ao banheiro, ficamos nos beijando. Várias crianças corriam pelo parque e nenhuma caiu dura no chão, vítima do beijo. Que coisa ! Mesmo assim, uns caras estavam resmungando perto das minhas amigas dizendo ser um absurdo o que fizemos. Engraçado, eu também achei absurdo esses caras estarem enchendo a cara de álcool às 10 da manhã, num dia lindo como aquele.


O outro casal de amigas concorda com elas. Elas tem uma afilhada, que por sinal, eu vi crescer. A menina já tem 8 anos e elas acham que a criança não sabe delas e ficam se escondendo, se privando... Me contaram que a menina entrou no quarto delas sem avisar e flagrou as duas se beijando. Uma empurrou a outra contra a parede, na hora do susto e devem ter achado que a afilhada não viu nada. E continuaram se escondendo. Ora essa... acham que quando crescer, a menina vai deixar de ser feliz pora agradá-las ? Claro que não. Quando ela tiver a nossa idade, elas estarão velhas e arrependidas de não terem aproveitado os bons momentos só pra " poupar " pessoas que elas acham que vão ficar chocadas.


Ninguém está nem aí. O problema não são as crianças. São os adultos. O preconceito está enraizado nessa sociedade podre. E estão perdendo a chance de fazer a próxima geração um pouco mais lúcida que a nossa. Eu me recuso a me privar. A vida é curta demais. Quem não quiser ver, vire o pescoço, feche os olhos ou saia do local, de preferência. Nesses casos, pra mim, vale a máxima : Os incomodados que se mudem.




01 agosto 2014

Opções de contato


Celular pifou por alguns dias. Quando voltou, várias mensagens no WhatsApp perguntando se eu tava vivo.

Gente, qual a dificuldade de pegar o telefone e ligar ? Ou mandar uma mensagem no Facebook, Skype, Blogger, Google + , o que seja... o que não falta hoje em dia é opção para se contactar com os amigos.

Aí a pessoa deixa uma mensagem lá... se acomoda e quer sair como bonzinho da história. Se eu tivesse morrido mesmo, meu corpo já estaria em decomposição e mesmo assim o povo acha que só existe WhatsApp nesse mundo.

Fico pensando, antes desse aplicativo. Como faziam pra falar ? Sinais de fumaça ?

Mais ação e menos limitações, por favor... olhem para os lados e tirem esse acessório dos olhos.


12 julho 2014

Decidido




Quero te ver !
Eu sei que foi algo repentino... mas eu quero. Se arruma aí... te encontro daqui a uma hora e meia. Sei, mas você não quer me ver ? Ah... tá... então se arrume e vá me encontrar.

Huum... chegou junto comigo. Que lindo. Vamos ao mercado ? Preciso comprar umas coisas. Reclama que peguei dois Trakinas de morango, mas é inevitável. Adoro aquele gosto azedinho. Escolha umas pêras pra mim, amor... mas bem amarelinhas, sem manchas. Não vai querer nada pra você ? Hum... era de se esperar.

Nossa, que barulho tá isso aqui. Forró, gente feia e bêbada... e tem quem não acredite em inferno. Nos restou ir ao Mcdonalds. O que vai querer, amor ? Sorvete ? Mas não tá reclamando de gripe? Sanduíche de frango ? Ok... vou provar esse tal Frapê Mocha Ovomaltine.

Wow. Gostei. O seu tá bom ? Eu sei que é caro, meu príncipe...  mas é mais pela marca do que qualquer coisa. Você tá pegando todo o creme da minha bebida. Hunf. Tá, pode pegar... Te amo.

Um espectro se aproxima. Não tenho, camarada. Você quer a minha bebida ? Claro que não. Que estranho. Segurança zero nesse lugar. Preciso estar um passo a frente caso esse espectro esteja no lado de fora, irritado com a própria existência. Não tenho culpa. Fique longe de mim... não sabe do que eu sou capaz.

Droga... mas e quando meu príncipe estiver sozinho ? Maldição... não posso ser surpreendido por um ser tão rudimentar. Se eu fosse um espectro, o que eu faria ? Não, ele não faria isso. Deve estar drogado.

Vejo tudo envolto em uma névoa vermelha. Meu amor pega minha mão e diz que nada vai acontecer... pra eu terminar minha bebida. Esboço um sorriso, um tanto quanto tenso. Já está tarde. Vamos ?

Vá com cuidado. Me ligue quando chegar. Atravesso a rua e dou meia volta. Fui atrás dele. Interessante, desta distância a minha visão está ampliada e os espectros podem achar que ele está desprotegido. Estou aqui, malditos. Mas como é longe esse lugar pra onde ele vai. 

Meus pés doem, mas sou mais forte que essa dorzinha. Isso não é hora pra ter fraqueza.

Droga. A dor me fez perdê-lo de vista. Onde ele está ? Achei. Estava na farmácia... Diz que não precisava e que estava tudo bem. 

A sensação de dever cumprido vem, juntamente com uma chuva torrencial. 

Me molhe, eu não ligo. 


Ele está a salvo.
A chuva gelada desse final de outono lava o suor deste ser.
O inverno se aproxima.




07 julho 2014

Olho grego


" As pessoas se convencem
De que a sorte me ajudou
Mas plantei cada semente
Que o meu coração desejou "
 

( Coração Pirata / Roupa Nova )

Eu não tenho o costume de ponderar. Sou um bocado extremista nas minhas opiniões. Por essas e outras é bom ter um blog pra ouvir outros pontos de vista.

Acho que já falei sobre inveja aqui. Não me lembro. Enfim... acho que não tenho motivos pra ser invejado, mas mesmo assim de vez em quando fico com aquela sensação horrível de ter por perto um " seca pimenteira ". Vou tentar resumir uma situação e quero a opinião sincera de vocês.

Tenho um amigo, de longa data, que chegou aos 31 anos e nunca namorou sério. Bom... na minha cabeça isso é estranho, mas quem sou eu pra julgar ? Cada um com seu cada um. Pois bem... eu com todas as minhas manias ogro - obsessivas, sempre encontro um chinelinho novo pro meu pé cansado. Já notei que isso incomoda algumas pessoas, mas como ele se diz meu amigo eu não esperava que o atingisse.

Parece que foi ontem : Em 2011, meu então virginiano de Londrina chegou ao RJ. Hiper animado com o nosso namoro, a ponto de encarar 18 horas de ônibus até aqui. Marquei com esse meu amigo, que vou chamar de M, pois meu namorado ficaria hospedado na casa dele, pois meus pais não aceitariam. 

Namorando à distância por mais de um mês, estávamos ávidos por um momento a sós, mais intimamente. Ele chegou de viagem, tomou um banho, almoçamos e de tardinha fomos pra um motel. Até aí, não vejo nada de mais... Havia marcado com esse meu amigo, de noitinha, pra irmos na Lapa e depois pra casa dele. Apresento um ao outro e a primeira pergunta que esse meu amigo faz pro meu namorado é : " E aí ? Já enjoou dele ? " . Fiquei meio incomodado... imaginei o que o Otávio pensaria. Ele respondeu, prontamente : " Claro que não... ele ( eu ) era tudo que eu esperava. E muito mais . ". Meu amigo meio que engoliu seco. Fomos pra Lapa e meu namorado deu sintomas de cansaço, por causa da viagem. " M " ficou irritado comigo, porque segundo ele, eu deveria ter esperado um outro dia pra ter ido ao motel. Sim... é melhor ouvir isso que ser surdo... ele queria ditar as regras do MEU namoro.

Enfim... passado esse episódio ridículo, que eu ignorei pra manter a amizade, ele não concordou quando decidi voltar com meu ex-namorado na ocasião. Até aí, morreu neves... a vida é minha. Nos afastamos um pouco. Ele jurou que não ia querer conhecer mais nenhum namorado meu, como se isso fosse uma punição pra mim. Mal sabe que agradeci aos céus por isso.

Essa " promessa " caiu por terra nesses dias. Meu virginiano atual estava me esperando voltar do trabalho, perto da minha casa e o " M " queria pegar uma encomenda que chegou pra ele no meu endereço. Apresentei por questão de educação, mas não ia mudar em nada a minha vida. Fiz pro meu garoto não achar que eu não tenho orgulho dele, sei lá... 

Então... o " M " passou mais de uma hora ressaltando pro meu menino os meus defeitos, como se ele não soubesse. Fiquei só assistindo pra ver até onde ele ia. Queria convencer meu garoto a ir pra balada, pra dançar, beber, etc. Como o " M " não tem companhia pra essas coisas, sempre quis que eu fosse, só que... SOU EU, né ? Dispenso explicações... seria chover no molhado.

Meu garoto, pra variar, não viu maldade alguma. E nem reparou que ele destilava todo esse veneno. Não falou nada de positivo sobre mim, só o lado que na opinião dele era negativo. A minha sorte é que meu garoto não é influenciável a esse ponto de cair nessas armadilhas.

Chegou a pedir o FB do meu namorado e se surpreendeu ao notar que um garoto de 19 anos não tinha cadastro nessa rede social. Queria manter contato, de qualquer jeito, pra convencê-lo a sair e ir contra as minhas vontades. Chegou ao ponto de perguntar o que temos em comum, pra ressaltar como éramos diferentes.

Tirei minhas conclusões e levantei, já estava tarde. Eles pegariam o mesmo ônibus. Não hesitei em ir junto, mesmo estando na esquina de casa. Aquele percurso, com ele a sós com meu menino poderia ser fatal... sei lá. Nos despedimos do " M " e fomos em direção ao ponto final do bus. 

Todos se salvaram no final, mas pretendo me afastar de vez desse amigo. Não vejo mais espaço na minha vida pra pessoas assim. Será que estou sendo radical demais ? Parece inveja, mas não aquela do tipo... ele quer um namorado igual o meu ou o próprio ! Não é isso. Dá a entender que só quer destruir... só não quer ver outra pessoa feliz. Acho isso muito doentio. Será que só eu vejo isso ? Opinem, please.

01 julho 2014

Fear



Mudaram as estações... nada mudou. Mas eu sei que alguma coisa aconteceu. Tá tudo assim... tão diferente. E quando penso em alguém, só penso em você : E aí então... estamos bem !

O final de semana foi uma verdadeira tempestade. O blog não tem esse nome à toa. Tentando ponderar e ficar bem, às vezes tento engolir seco alguns fatos que me desagradam profundamente. Aconteceu um bem crítico na sexta, mas por querer ser o maduro, pra variar, relevei. Coloquei panos quentes : algo perigoso... porque qualquer faísca nos próximos dias poderia ocasionar praticamente um acidente nuclear.

Fiquei tenso. A raiva tomou conta de mim e desta vez veio acompanhada de um medo paralisante. Nunca tinha sentido raiva e medo simultaneamente. Pensei que tivesse perdido a guerra contra a morte, logo tão cedo. Pensei que Hades tivesse levado meu virginiano. Seria engraçado, se não fosse trágico. 

Ele sumiu por 4 horas, praticamente. Ninguém sabia onde ele estava. Foi ao meu encontro às 16h. O combinado era nos encontrarmos às 17:30. Era dia de jogo da seleção brasileira. Se ele se atrasasse, seria por alguma rua fechada e tal... compreensível... mas que ligasse avisando ou me atendesse. Nada disso. Estranho.

Deu 18h... nada dele. 18:30h... 19h. A raiva já tinha me consumido, até que o medo apareceu. Comecei a tomar providências. Dei voltas e voltas nos quarteirões ao redor... e nada ! Liguei pro irmão dele... que só confirmou que ele saiu de casa às 16h. Hmmm... liguei pra sogra : não sabia de nada. Liguei o alerta vermelho. Só faltou acionar as forças armadas, helicópteros, etc. Até pro meu amigo blogueiro do Amapá, eu liguei... pra ver se meu namorado tava on no Skype dele...

Fui para os hospitais da redondeza, ver se tinha acontecido alguma coisa. Nisso tudo, minha sogra tentando me acalmar, quando deveria ser o contrário. Quando fui em dois hospitais e não tinha nenhum registro dele, veio o choro. Sentei no meio fio e desabei. Ela me pedia pra ligar pro pai dele e pedir pra ajudar a procurar. Disse que não, que ele era responsabilidade minha. Ia falar o quê pra ele ? Olá. tudo bem ? Perdi seu filho !  Fora de cogitação.

Oito da noite e lá estava eu, no IML. Nem sinal... e eis que o meu telefone toca. Era ele ! Saindo do mundo dos mortos, ele renasceu pra mim :

- Amor, você tá aonde ? - ainda teve a coragem de me perguntar

Explicou que esqueceu o telefone em casa e que foi ao meu encontro. Eu fui para o ponto de encontro em que marcamos mais vezes e ele foi pro local em que marcamos da última vez !

Respirei, desliguei o telefone. Liguei pra mãe dele, como havia prometido, pra dizer que tudo estava sob controle agora. Retorno pra ele, e já sem forças, apenas peço que ligue pra mãe. Ela saberia explicar tudo, de cabeça fria. Eu só queria ir pra casa. Ufa !

A discussão rolou quase até o dia seguinte. Eu achando um absurdo, toda aquela bagunça e desencontros e ele encarando com naturalidade. Falei muita merda e ele revidou. 

No dia seguinte, saímos pra conversar. Sermões e desculpas à parte, uma criança nos observava, enquanto conversávamos seriamente. Devia ter uns 5 anos ou menos. Se aproximou e me cutucou. 
Olhei com olhar de poucos amigos. O menino diz :

- Moço... posso te fazer uma pergunta ? 

- Fala... [ já puto mesmo... ]

- Você é pai dele ????

Demos gargalhadas da criança... que não arredou o pé dali e não entendeu o motivo da risada. Não satisfeito, indagou :

- Então o que vocês são ?

Bom, ele ficou sem resposta. Correu e voltou a brincar no parquinho. Crianças não tem mesmo maldade. Os adultos que a inventam.

Deitei no colo do meu namorado, vendo as árvores e o pôr do sol, naquela tarde de outono. 

Toda aquele stress me deu uma baita de uma fome. 

- Vamos comer um açaí com morango, amor ?

E vida que segue.
Não foi dessa vez que Hades me venceu.

PS: O Antônio de Castro e o Adulto Emergente souberam do ocorrido quase que na íntegra, antes do post... Rs




http://www.vagalume.com.br/sarah-mclachlan/fear-traducao.html


29 junho 2014

Efeito dominó


Já fui crucificado por enxergar a vida como um jogo, seja ele de xadrez, cartas, etc. Minha natureza é genuinamente competitiva. 

Pensando bem, acho que a base de uma relação, seja ela amorosa ou de amizade, são como peças de dominó... alinhadas minuciosamente, uma após a outra. E em toda relação, deve haver um responsável pra que essa fileira não desmorone. Ele deve estar atento, dia e noite, pois ao menor sinal de vento pode desmoronar o castelo no final destes reles soldados.

Sim... esse cara sempre fui eu, desde os tempos mitológicos. Meu corpo dá sinais de esgotamento, por ser um guardião tão devoto deste castelo. Cansei. Estou tirando férias. O castelo, que fique a mercê da ira dos deuses. A tolerância nunca foi o forte de Marte.

23 junho 2014

Logística hétero a meu ver...


Escapei a tempo. Ufa, ufa...
Acho que me tornei uma espécie de “ heterofóbico “ , com o passar dos anos. Não imagino como eu reagiria a certas obrigações e convenções sociais. Acho algo tão mecânico... parecem que ligam o modo automático de viver e não contestam, mesmo estando infelizes. Não diria que sinto pena, pois quem sou eu pra pensar assim... além do mais, todos viemos com o botão do livre – arbítrio de fábrica.

Nietzche já dizia, há mais de cem anos atrás, que o objetivo da mulher no casamento  é sempre o filho. Salvo algumas exceções, isso não mudou em nada, mesmo em pleno século XXI. E ainda há quem acredite em evolução do ser humano.
Eu vejo casos rotineiros de casais heteros que se anulam, assim que tem um filho. Como se a “ missão “ da relação já estivesse cumprida. Como assim ? Isso é um instinto puramente animal ! A relação não deve ser “ a dois “ ? 

Falando POR MIM, eu nunca aceitaria uma relação em que a outra pessoa busca um outro objetivo, que não seja o óbvio : fazer a relação dar certo e ser feliz como CASAL.
Já namorei garotas, que em certos momentos da relação falavam em ter filhos, como se fosse um passo a frente, na relação. Ora, bolas... que passo a frente é esse ? Ter menos  privacidade, um barulho infernal, gastos exorbitantes e alterar toda uma rotina ? Isso pra mim é literalmente dar um tiro no pé. O argumento delas é que isso já era um sonho desde a adolescência ! E blábláblá... Ora essa, o sonho é seu e eu tenho que pagar por isso ? Poupe seu dinheiro e realize seu sonho, menina ! Bom, meu sonho é passar um bom tempo na Itália e , se possível, conhecer o restante da Europa. Seria o mesmo que eu pedir que paguem por esse sonho ? Seria um absurdo pedir, não é mesmo? Então por que não é um absurdo o que me pediram ? Simples : Essa sociedade é engessada, no sentido de termos filhos sem planejamento, como cães de rua, no cio.

Esse é um assunto polêmico demais, e sempre adiei falar sobre isso no blog , por meio que temer a antipatia de algumas mulheres ( principalmente ). Mas que se f***... é o que eu penso. Vou dar três exemplos que só ratificam esse conceito de tiro no pé que eu tenho, desde que me dei conta de como os homens são explorados.

1-Trabalhei em uma empresa de energia elétrica, com um garoto de uns 20 anos. Um baita de um profissional : a namorada dele fez questão de casar cedo com ele. Típico ! Ela, bem mais velha e faltando homem nesse mundo... anyway... Ele foi pai aos 18 anos ! Ainda nas fraldas, jogando videogame, no ápice da juventude, de aproveitar, etc. A garota ? Putz... se encostou, não trabalha e só o coitado rala até hoje pra sustentar ela e o filho. Eu via o sofrimento dele, dia a dia, na maioria das vezes ele ia trabalhar com a mesma roupa do dia anterior, por não ter recursos pra comprar outra vestimenta. Sinceramente, pra quem trabalhava como ele, não poder usufruir do próprio dinheiro, é algo que não entra na minha cabeça, até hoje.

2- Atualmente, acompanhei a mini novela de um cara da minha idade, que trabalha comigo. Namorando uma garota, com família religiosa ( deu ânsia de vômito aqui, sorry ) , diz ele que esperou um ano pra casar com ela, ainda virgem. Casaram, tiveram lua de mel e o tão sonhado sexo. Ele se endividando todo pra se mudar, pagar obra, mobília e tudo mais. O stress tava notório nos olhos vermelhos dele. Dava agonia. Mas num relacionamento “ sangue suga “ sempre tem como ficar pior... dois meses depois do casório, ela engravidou. Ele tá desesperado, mas tem que fingir pra todo mundo que tá feliz, porque a sociedade diz que tem que ser assim. Que ser pai é uma dádiva divina. Sinceramente, se isso não é o purgatório, eu não sei o que seria.

3- A mãe do meu namorado tem quatro filhos, dois deles já crescidos, um de cinco anos e outra com dez meses de idade. O marido é dez anos mais novo que ela. A casa tem dois quartos, o básico pra ter uma vida tranquila. Só que ela se recusa a colocar o menino no quarto, mesmo com a idade que tem. Eles dormem no mesmo quarto, com os dois filhos. Que lindo, né? Só esqueceram um “ detalhe “. Como e quando transam ? Não transam. As crianças não podem ver, nem suspeitar ! Ora, essa ! O foco é nelas... o homem ( FDP ), que fique sem sexo, porque veio ao mundo pra sofrer e ser escravo dos desejos maternos femininos. Isso num mundo em que elas afirmam que é dominado pelos homens. Aí depois o cara vai lá e arruma uma amante e vão querer apedrejar o coitado. Isso seria traição ? Se a mulher não quer, deixa o cara curtir ! Se sonho de vida dela já está realizado, porque não deixar o outro ser feliz também ? Acho que na cabeça delas deve ser assim : que contanto que o homem pague pensão, a mulher não exige tanta coisa... se o cara trai, que faça escondido, porque ela não quer passar vergonha perto dos amigos e parentes. Se tudo der certo, viverão felizes pra sempre.


Com tudo isso, ainda ouço gays falando em adoção. Me poupem... já não temos problemas demais ?

Bom, é isso ! Não espero que concordem com nada disso, mas me sinto mais leve .

 Obrigado.
Até a próxima, quem sabe.



03 junho 2014

A origem [ Final ]


O mundo dos sonhos. Frequentemente nos meus sonhos, o meu passado surge, como que pedindo ajuda. Quer que eu sinta pena dele, por ter seguido em frente, sem olhar pra trás.

Só tenho a dizer a ele que não pretendo voltar. Meu valor está no presente. O presente faz com que eu me sinta vivo, amado, único. O passado só me deu valor quando notou que eu não estava lá.

Sinto pena de você, que não tem estrutura psicológica e literalmente " paga pra ver " a reação de pessoas com muito mais personalidade. O resultado será sempre o mesmo. Frustração, isolamento e angústia.

O sonho terminou com o passado apontando uma arma pra mim. Não pensei duas vezes e atirei nele, furiosamente. Foram três tiros no coração. Que sirva de lição por ter me importunado.


Quando eu lhe dei meu melhor vinho, você cuspiu
Quando eu lhe dei meu melhor sorriso,você fingiu que não viu

Mas agora vá viver nesse poço escuro
De uma dor sem fundo
Porque eu não tenho tempo de errar
Todos os erros do mundo




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