Depois de tanto tempo, me dou conta que morro de medo do escuro. Na verdade, temo por tudo que eu não possa ver, nem entender. Medo de que algum mal se aproxime e eu não o veja. Mas ficar exposto e vulnerável em certos momentos, é inevitável.
Ajoelhar e implorar não é vergonha, para ter a luz novamente. A luz... ah... a luz. Luz essa que foi se apagando, gradativamente. Foi como o sol de um dia de inverno, dando espaço a uma chuva fina, fria e insistente.
Dei- lhe as mãos. Geladas, pra variar. Parecia que meu calor não seria suficiente dessa vez, pra manter a chama acesa. Senti frio. Muito frio.
Esse inverno será longo e severo.
Obrigado, meus amigos. Por tudo.

3 Comments:
O meu maior medo é começar a ter "medos"...
nem vou falar muito , porque tal dor é muito particular, e as vezes só passando por ela que amadurecemos, a única coisa que te falo é : FORÇA AI AMIGO!!!
quando você dá a mão e sente frio dessa maneira, é preciso muito calor para tudo isso sobreviver.
vai um pouco de calor aí?
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