01 setembro 2014

Asas





A borboleta no casulo

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então  pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.

Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia  ir  mais. Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou  uma tesoura e cortou o restante do casulo.  A borboleta então saiu  facilmente. Mas  seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas  amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava  que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para  serem  capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.

Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da  sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para  passar através da pequena abertura era o modo com que a natureza fazia com  que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria  pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se passássemos esta nossa vida sem quaisquer obstáculos, nós não iríamos ser tão  fortes como poderíamos ter sido.


6 Comments:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini - Bratz said...

A vida é assim em toda a sua simplicidade, cabe a cada um de nós enter este processo e agir segundo suas leis ...

~~Gab said...

Lembro que li isso na escola há muitos anos a trás e essa é uma histórinha que fica, me faz refletir até hoje.
Adorei aqui, beijos

Ro Fers said...

Ótima reflexão....
Viver é desafio.
Abraços e mande noticias.

Wanderley Elian Lima said...

Tudo tem seu tempo certo.
Bjux

Mark said...

Uma reflexão importante. Há problemas pelos quais temos de ultrapassar porque fazem parte do nosso desenvolvimento. É uma parábola interessante que podemos, sem dúvida, aplicar no nosso quotidiano (cotidiano no Brasil).

um abraço!

Rodrigo Santos said...

Ótima mensagem!

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