26 agosto 2015

Renascendo...


Nada como uma mudança de ares para novo ânimo na vida.

Além dos sábados, que recuperei, como falei em outro post, eu recupero aos poucos minha auto estima profissional. Isso é revigorante.

Estou tendo muitas responsabilidades e não tenho me esquivado delas. Sinto que o momento é este. Saí de um lugar em que era considerado inútil, para ser peça chave em uma empresa muito maior. A vida realmente dá voltas. 

Voltar ao Centro do RJ é sempre nostálgico. Fico no coração do caos e da cultura, simultaneamente. Na hora do almoço, posso me dar ao luxo de ir a algumas exposições culturais do Rio Antigo e respirar a história da capital do império. Aliás, no Paço Imperial estão homenageando ( merecidamente ) os 50 anos de carreira de Maria Bethânia, em uma exposição sensacional.



No mais, é um corre corre frenético, o centro do RJ, na hora do rush. Me sinto caminhando contra o vento quando as pessoas estão vindo , em centenas, saindo das barcas de Niterói, enquanto eu tento ir na direção oposta. Sem contar que as manifestações ocorrem em frente a janela que avisto da minha mesa. Assisto de camarote a balbúrdia e a revolta de tempos de crise.

Aqui todos andam de roupa social. Não é obrigatório, mas é o ideal. Ok, me rendi a blusa social, que fica até bonita. Porém, ainda reluto a usar aquelas calças, ainda preferindo jeans. Até porque não me imagino usando aqueles sapatos duros e escorregadios. Prefiro, até por questões de locomoção, um bom tênis preto, mesmo que discreto. Tenho um sapatênis ótimo guardado, porém sinto que ele pesa demais nos meus pés, além de não oferecer amortecimento.

Enquanto isso, busco energia pra voltar ( espiritualmente ) às aulas na faculdade. Parece que nunca termina. Faltam apenas dois períodos, mas o tempo parece que se arrasta ali. Não vejo a hora de acabar com isto. Se eu fizer mais uma graduação, com certeza será à distância. O deslocamento e o convívio com pessoas " retardadas " em sala de aula estará fora de cogitação ano que vem.

Ah, já ia me esquecendo. Vale a pena conferir o filme " A dama dourada ". Sinopse : Década de 1980. Maria Altmann (Helen Mirren) é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro "Woman in Gold", de Gustav Klimt - retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista (Ryan Reynolds).
Helen Mirren está espetacular.


Enfim, é isso.

30 julho 2015

O sol de cada dia


Me impressiono com a quantidade de lugares que já trabalhei, em 30 anos de idade. Cada lugar com sua particularidade, me lembro muito bem.

As pessoas marcaram minha história nestes lugares, assim como as rotinas que eu levava me definiram ao longo do tempo. Às vezes bate saudade de certas manias que não voltam mais.

Eu comecei trabalhando com vendas de livros em escolas. Aprendi a chegar em muitos lugares, com meus 16 anos de idade. Perdi um pouco a timidez e conheci algumas pessoas legais. Mas nada disso foi mais marcante do que pela primeira vez sentir o valor do dinheiro, quando vindo do meu esforço.

Aos 18, já com carteira assinada, encarei o desafio de um comércio varejista. Foram quase 4 anos de aprendizado e conquistas. Eram tempos de descoberta e de energia sobrando pra trabalhar. De tão marcante, meus primeiros amores ( correspondidos ) saíram de lá. A primeira garota e o primeiro garoto.

Aos 23, resolvi arriscar com vendas por telefone. A jornada de 6 horas era atraente, mas o salário era medonho. Foi bom pra perder um pouco da timidez na voz e testar o charme que transbordava nessa fase... a ponto de uma garota terminar um namoro pra ficar comigo. Foi também meu primeiro emprego no Centro da cidade. Um convite ao caos.

Aos 24, ingressei em uma empresa de energia elétrica. A melhor que trabalhei, até ali. O ambiente era ótimo e a jornada era de 6hrs por dia. Meu gênio indomável não me permitiu prosseguir na empresa. Não me conhecia o suficiente a ponto de saber me controlar. Foi uma demissão dolorida. A pior de todas. Até hoje tenho contato com muitas pessoas desta cia, em que fiquei por quase 2 anos. Naquela localidade, havia uma torta de limão divina...

Já aos 27, eu comecei na área administrativa, que eu tanto queria. Uma empresa de construção civil, bem pertinho da minha casa. Lidava com a " peãozada ", incluindo pedreiros, mecânicos e até mesmo engenheiros. A rispidez vinda deles era algo notório, mas que eu lidava com uma naturalidade impressionante. Por que será ? Com o tempo, o clima por lá ficou ruim, por conta de inveja de pessoas da sede. Mas sinto falta de trabalhar a 15 minutos de casa e de poder fazer a feira no horário de almoço ( o comércio na rua era ótimo e barato ).

Depois disso, aos 29, fui trabalhar em um escritório na Rua Uruguaiana, no Centro. Fiquei apenas um mês, mas gostei bastante das pessoas. Gostava de ver a vista do Largo da Carioca olhando por cima. Após o almoço, sempre uma casquinha de sorvete, sentado no banquinho da rua... observando o movimento frenético da cidade.

Na empresa atual, eu fui atraído pela fama de ser uma das maiores do nosso continente no ramo que atua. Mas o fato de poder trabalhar em Vila Isabel e fugir um pouco do " fervo " do trânsito me atraiu bastante. Foram 8 meses tranquilos, de certa forma, em que consegui me adaptar. Quando fui obrigado a trabalhar na zona sul do Rj, a coisa desandou. Passei a perder muito tempo no translado, o que drenou minhas energias. E o pior : Mudar de local por puro capricho de algumas pessoas. Mesmo assim, a Zona Sul tem lá o seu charme. Vou sentir falta de algumas pessoas, do restaurante mexicano, do horti fruti logo em frente ao trabalho, de poder chegar em Ipanema em 10 minutos, da Livraria da Travessa ( onde eu passava o restinho da hora de almoço ) e dos sacolés de amendoim de uma senhorinha ali da localidade. Não sentirei falta do barulho e de ter que trabalhar aos sábados.

Ao que tudo indica, semana que vem estou partindo pra novos ares. Outra empresa, outras pessoas, outros desafios. Novas perspectivas e a esperança de dias melhores.

21 julho 2013

A faxineira ataca novamente...


Eu não consigo ficar um minuto sequer perto da faxineira lá do meu trabalho. A pessoa reclama da vida, o dia inteiro. Detesto gente assim...

Um dia desses resolvi tirar proveito disso. Conversando com um dos mecânicos, eu falava da mania dela de chorar miséria... Ele disse que era exagero meu e que sou muito crítico...
Falei :
- Ah eh ? Então vamos fazer uma aposta ?!

E ele :
- Qual ?

- Aposto uma Coca Cola de 2 litros que ela não consegue ficar 1 hora sem reclamar da vida ou chorar miséria !

O mecânico ficou pensativo...
- Uma hora ? Acho muito... ela vai acabar falando e vou perder a aposta... Rs

Insisti...
- Meia hora então..?

E ele :
- Aah... pára com esse negócio de aposta !

Continuei...
- Quinze minutos sem chorar ?

- Não, cara... chega disso ! Rs

Uma última tentativa :
- Dois minutos e não se fala mais nisso !

Ele topou na hora...achando que tava fácil beber uma Coca Cola de graça...

Comecei a catar moedas pra ir lá comprar o refrigerante. E confessei a ele :
- Zé, perdi a aposta... já vou lá comprar o refrigerante pra vc...

Ainda faltavam 60 segundos pro fim da aposta. E ele :
- Ahahahaha. Tu é muito trouxa mesmo ! Queria mesmo pagar um refri pra mim, né...

Baixei a cabeça, com um monte de moedas na mão... a faxineira viu e perguntou :
- Vai aonde, Douglas... com esse monte de moeda ?

E eu :
- Vou comprar um refri geladinho... a senhora quer ?

Ela arregalou os olhos ! 
- Quero, claro !

A chance apareceu ...
- Dois reais pra completar o dinheiro, então !

Vish..!
- Meu filho, vc não sabe a dificuldade que eu tô... meu marido á alcoólatra ! Tá faltando até comida dentro de casa... mal tenho dinheiro pra vir trabalhar... e mimmimimimimimimimiimi

Bem a tempo ! Ufa...
Zé olhou cabisbaixo e me deu o dinheiro do refrigerante. Essa foi fácil...



Detalhe : Fui na rua, comprei o refri... e quando voltei ela ainda tava se lamentando com o mecânico, coitado...

Com um copo de refri bem gelado...o sabor da vitória... Rs
Virei pra ele e falei :
- Ué... vc não falou que eu era exagerado ?


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