27 fevereiro 2014

Encontro das águas




" Aprendi com a dor nada mais é o amor 
que o encontro das águas
Esse amor
hoje vai pra nunca mais voltar
como faz o velho pescador quando sabe que é a vez do mar 
Qual de nós
foi buscar o que já viu partir, quis gritar, mas segurou a voz,
quis chorar, mas conseguiu sorrir?
Quem eu sou 
pra querer
Entender 
O amor "


O que seria de mim sem meus amigos ? Quase nada. Mesmo em um dia fatídico, consegui reunir forças pra sacudir a poeira e sorrir. Precisava daquele momento, de paz e alegria. Não o trocaria por nada. Me permiti deixar de lado o que me incomodava e viver apenas o presente. Satisfeito por ter conseguido. 

Obrigado, meus amigos. 






02 janeiro 2014

Lavando a alma...


I wanna know
Have you ever seen the rain?
I wanna know
Have you ever seen the rain?
Comin' down on a sunny day?

( Have you ever seen the rain - Rod Stewart )


Um dia típico do verão carioca. Sol escaldante. Sensação térmica de 45 graus.

Último dia do ano. Meus pais viajam.. enfim... sozinho em casa. Me sinto livre. Coloco uns shows na Tv da sala, com direito a sorvete e pipoca. Aproveito pra rever alguns filmes. 

Quando de repente... um trovão ! Ah... que alívio. Desligo tudo e fico olhando a chuva. Aproveitei pra colocar minhas ametistas na chuva ( limpeza energética ). E continuo olhando... e pensando... por que não ?

Me joguei na chuva, feito uma criança. Aquela água divinamente gelada. Senti que ela lavava não apenas meu corpo, mas também minha alma. Pedi que levasse embora tudo que não deu certo em 2013 e que me deixasse só com os aprendizados.

Me senti uma criança outra vez. Uma época em que não nos importamos em nos molharmos. Como bem diz o dito popular ...

 Quem tá na chuva, é pra se molhar. 

E a vida é pra mim nada mais que isso... uma grande tempestade. 


13 agosto 2013

Sábado de inverno



Dia bonito, este último sábado. Nem parecia inverno. Muito sol. Acordei entediado por não ter marcado nada com ninguém pro final de semana. Mas não fiquei assim por muito tempo. Recebi email da Saraiva, avisando que uma encomenda chegou pra mim na loja: eram livros. Fui buscá-los. E de lá, parti pra assistir " Camille Claudel 1915 ", em Botafogo.


Céu completamente azul. Peguei meu MP4, com a discografia do The Fray, meu boné, squeeze e filtro solar. Parti rumo à zona sul do Rio. 

Lembrei da Margot quando reparei na quantidade de ipês floridos no trajeto. Lindos.

Pedi um capuccino, uma cavaca de milho ( amo ! ) e comecei a ler o livro " Tempo de esperas " , que o Edílson me indicou. Mais uma vez o Fábio me surpreende. É um livro altamente filosófico: não fala sobre religião, nem puxa sardinha pro catolicismo em nenhum momento. Acho que muitos compram achando ser um livro de carolas e se decepciona. Outros deixam de ler ( como eu, que passei anos com essa impressão ), por achar ser um livro tendencioso, com sermões.


Parece ser o livro ideal pro meu momento. Me sinto aflito, porque tenho a impressão de que as coisas não estão fluindo pra mim. Não do jeito e da velocidade que eu quero. Me resta esperar... a única alternativa que aparece na minha frente. Por mais que eu lute contra a minha essência de querer tudo pra ontem.

O filme ? Excelente. Juliette Binoche dá show. É um filme completamente sem pretensões, creio eu. Ela se mostra humilde o suficiente pra contracenar com amadores, demonstrando uma enorme paixão pelo que faz. E que papel difícil ! A personagem dela se vê presa dentro de um manicômio, na França, em 1915. A realidade destes internatos é retratada de uma forma extremamente real. Cenas fortes, chocantes, que nos remetem a um mundo em que muitas vezes optamos por ignorar. Segue a ficha do filme.  


Dali eu parti pro meu porto seguro... a praia de Ipanema. Um ótimo lugar pra espairecer...  colocar as idéias em dia. Ao menos neste sábado eu não iria me martirizar pensando no niver do ex, que eu não estive presente pela primeira vez depois de seis anos, tampouco pelo mau humor do libriano. Era um dia só meu. Me permiti comer uma barra de chocolate, sentado de frente pro mar... com um vento dos mais agradáveis levando pra longe os pensamentos doentios.

Era bem disso que eu precisava. Respirar um pouco. Sair, mesmo que sozinho.

" Você desistiu do seu passado
mas isto está lhe seguindo agora "


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