13 agosto 2013

Sábado de inverno



Dia bonito, este último sábado. Nem parecia inverno. Muito sol. Acordei entediado por não ter marcado nada com ninguém pro final de semana. Mas não fiquei assim por muito tempo. Recebi email da Saraiva, avisando que uma encomenda chegou pra mim na loja: eram livros. Fui buscá-los. E de lá, parti pra assistir " Camille Claudel 1915 ", em Botafogo.


Céu completamente azul. Peguei meu MP4, com a discografia do The Fray, meu boné, squeeze e filtro solar. Parti rumo à zona sul do Rio. 

Lembrei da Margot quando reparei na quantidade de ipês floridos no trajeto. Lindos.

Pedi um capuccino, uma cavaca de milho ( amo ! ) e comecei a ler o livro " Tempo de esperas " , que o Edílson me indicou. Mais uma vez o Fábio me surpreende. É um livro altamente filosófico: não fala sobre religião, nem puxa sardinha pro catolicismo em nenhum momento. Acho que muitos compram achando ser um livro de carolas e se decepciona. Outros deixam de ler ( como eu, que passei anos com essa impressão ), por achar ser um livro tendencioso, com sermões.


Parece ser o livro ideal pro meu momento. Me sinto aflito, porque tenho a impressão de que as coisas não estão fluindo pra mim. Não do jeito e da velocidade que eu quero. Me resta esperar... a única alternativa que aparece na minha frente. Por mais que eu lute contra a minha essência de querer tudo pra ontem.

O filme ? Excelente. Juliette Binoche dá show. É um filme completamente sem pretensões, creio eu. Ela se mostra humilde o suficiente pra contracenar com amadores, demonstrando uma enorme paixão pelo que faz. E que papel difícil ! A personagem dela se vê presa dentro de um manicômio, na França, em 1915. A realidade destes internatos é retratada de uma forma extremamente real. Cenas fortes, chocantes, que nos remetem a um mundo em que muitas vezes optamos por ignorar. Segue a ficha do filme.  


Dali eu parti pro meu porto seguro... a praia de Ipanema. Um ótimo lugar pra espairecer...  colocar as idéias em dia. Ao menos neste sábado eu não iria me martirizar pensando no niver do ex, que eu não estive presente pela primeira vez depois de seis anos, tampouco pelo mau humor do libriano. Era um dia só meu. Me permiti comer uma barra de chocolate, sentado de frente pro mar... com um vento dos mais agradáveis levando pra longe os pensamentos doentios.

Era bem disso que eu precisava. Respirar um pouco. Sair, mesmo que sozinho.

" Você desistiu do seu passado
mas isto está lhe seguindo agora "


9 Comments:

Fred said...

Pelo Fábio de Melo eu até me convertia ou topava uma sessão de exorcismo... hehehehe! Hugz!

Wildeman said...

Quanta blasfêmia, Fred... não vai pro céu ! kkk

Wanderley Elian Lima said...

Quanto ao livro, ainda tenho sérias restrições a esse senhor, nada escrito por religiosos é imparcial. O filme não vi, e a tarde em Ipanema deve ter sido realmente muito agradável.
Bjux

Wildeman said...

Nem ele sendo gato, Elian ? Abra ( ui ) uma exceção... rs

Anônimo said...

Úia, e você consegue passar 1 horinha fora do Facebook? Impressive!

Wildeman said...

Mardita... ocê me paga. ¬¬

Cris Medeiros said...

Se divertindo sozinho, isso é bom! Já fiz muito programa assim sozinha pela rua. Hoje aprendi a me diverti sozinha em casa, mas não dispenso de vez em quando um programa solitário na night. Acho que aprendi muito na minha solidão.

Beijocas

Wildeman said...

Antes só do que mal acompanhado, né ? :)

Ro Fers said...

Demoro para começar a explorar o RJ...
Aproveite para se conhecer internamente, pois esses momentos nos faz refletir profundamente.
Abraços!

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