06 outubro 2013

Um pouco de Oscar Wilde no nosso domingo !




" Todos nós somos capazes de sentir os sofrimentos de um amigo. Ver com agrado os seus êxitos exige uma natureza muito delicada. "

" A melhor maneira de começar uma amizade é com uma boa gargalhada. De terminar com ela, também. "

Oscar Wilde

Desde que tomei conhecimento das obras de Oscar Wilde, fiquei fascinado. A originalidade e a visão da vida que ele contemplava são válidas até hoje. Estava à frente do seu tempo, com certeza ! 

Dos " tributos " ao mestre Wilde, eu recomendo três pra vocês :

"Wilde", de 1997, é um filme comovente e cruel ao mesmo tempo. Mostra o escritor às voltas com sua bissexualidade em meados de 1890. Podemos reparar que certos preconceitos perduram até hoje. OBS: Jude Law no auge da gostosura. :)

Essa é a última versão para o cinema do livro " O retrato de Dorian Gray ". Me ajudou bastante a repensar a obsessão de permanecer jovem por mais tempo. É extremamente real. Quem nunca passou por uma crise de identidade do tipo, que atire a primeira pedra. Rs


Esta obra de Allan Percy é um dos meus livros de cabeceira. São aforismos, de diversas obras de Oscar Wilde trazidas para o nosso cotidiano. O formato é daqueles pra se levar sempre na mochila.


Me despeço com uma dedicatória aos meus amigos. Abraço à todos.



Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. 
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. 
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. 
Deles não quero resposta, quero meu avesso. 
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. 
Para isso, só sendo louco. 
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. 
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. 
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. 
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. 
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. 
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 
Não quero amigos adultos nem chatos. 
Quero-os metade infância e outra metade velhice! 
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. 
Tenho amigos para saber quem eu sou. 
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.

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